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007 Curtas na Caixa de junho traz Booker Pittman e Helena Kolody

Na sessão de junho do projeto Curtas na Caixa, que o Teatro da Caixa apresenta na terça-feira, dia 10, será exibido o filme “Morre um nome”, realizado em Cornélio Procópio a partir de uma oficina de cinema. O curta-metragem de Wagner Munhê mostra a passagem do músico americano Booker Pittman (pai de Eliane Pittmann) pela cidade, no final dos anos 50. Após ter se apresentado em Londrina, Mestre Buca (como era mais conhecido no Brasil) viajou por diversas cidades do Norte do Paraná. Em Cornélio, ele teria se apresentado nas casas de algumas pessoas, além de sobreviver pintando casas na zona de baixo meretrício.

Em “Morre um nome”, chama atenção a atuação do senhor Antônio Maria, que interpreta Booker Pittman. Sem nunca ter representado na vida, seu Antônio é um aposentado do Sindicato dos Ensacadores de Cornélio Procópio. Ele foi escolhido pela semelhança física com o músico, mas revelou-se um grande ator durante as filmagens. Sua sensibilidade artística natural resultou em cenas tocantes, que confundiram até mesmo Eliana Pittman. Ao assistir o curta-metragem ela indagou onde a produção havia conseguido as imagens de arquivo, tamanha a verdade transmitida por seu Antônio Maria.

O documentário “Helena”, de Luigi De Franceschi, mostra os últimos relatos para a câmera da grande poetisa Helena Kolody, antes de falecer em 2004. Numa conversa franca ela fala sobre amor, profissão, mundo atual e sobre poesia. Destaque para a trilha sonora do filme, composta pelos músicos curitibanos Reinaldo Godinho e Gerson Bientinez.

“A demolição”, do mineiro Aleques Eiterer, apresenta na tela a vida de Gilmar. Ele é um promissor jogador de futebol que sai do interior de Minas para seguir carreira na capital paulista. Entretanto, um fatídico acidente coloca uma pedra em seu sonho e Gilmar acaba se tornando proprietário de um bar nos subúrbios de São Paulo. O clímax do curta gira em torno das lembranças que o assolam, devido a eminente demolição da casa que habitou quando criança. Baseado no conto homônimo de Luiz Ruffato, o curta traz como base a frustração de um homem diante de seu sonho e os medos e traumas que guarda da infância.

Um homem sofre um acidente doméstico que o deixa paralisado no chão. Esta é a síntese de “O Lobinho nunca mente”, do carioca Ian Samarão Brandão Fernandes. Enquanto espera por ajuda, o homem acidentado repensa sua vida. Sozinho com suas lembranças, ele descobre o quanto vale a vida e o quanto merece morrer. De forma tragicômica, o curta levanta uma indagação: se uma pessoa for obrigada a pensar na própria vida por três dias seguidos, quais são os pensamentos que terá sobre a própria existência?

Serviço:
Espetáculo: “Curtas na Caixa”, exibição de curtas-metragens
Local: Teatro da Caixa
Data: 10/06/2008
Horários: 12h30 e 18h30
Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 280 - Edifício Sede II
Recepção: 2118-5111
Ingressos: Entrada franca
Classificação etária: Livre
Lotação máxima do teatro: 123 lugares