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Fernando Magalhães Velloso

Reprodução / O aspecto tridimensional, mesclado ao uso das formas circulares, mostra o resultado das novas experimentações de Velloso

O artista plástico Fernando Magalhães Velloso expõe seu trabalho móvel em 18 peças inéditas, que simbolizam uma das características mais importantes de sua obra

Depois de sete anos, o artista plástico mineiro Fernando Magalhães Velloso retorna a Curitiba com 18 obras inéditas, mesclando chapas de alumínio, tinta automotiva e madeira à pintura. A mostra está em cartaz na galeria Noris – Espaço de Arte (Al.Princesa Isabel, 899) e permanece na cidade até 28 de junho.Além de artista plástico, Magalhães Velloso também se tornou notório pela criação da cenografia do Grupo Corpo e de balés como MAP e Terra Nova, apresentados pelo Ballet Jazz de Montreal. O público acostumado a acompanhar seus trabalhos anteriores – claramente bidimensionais, com superfícies que lembram ladrilhos hidráulicos de chãos e paredes e objetos diversos, como madeira e palha – pode se assustar com as características da nova exposição. O aspecto tridimensional, mesclado ao uso das formas circulares, mostra o resultado das novas experimentações do mineiro.

“Pela primeira vez, meu trabalho ganha formas circulares. Eu sempre tive dificuldade de trabalhar com curvas e círculos. Foi preciso que eu lidasse com isso tridimensionalmente para conquistar uma certa soltura em um suporte bidimensional”, explica Magalhães Velloso.

A característica de experimentação do mineiro se transforma em destaque na avaliação de Katia Canton, PhD em Artes Interdisciplinares pela Universidade de Nova Iorque e curadora do Museu de Arte Contemporânea (MAC). “Velloso considera-se um autodidata justamente no ponto em que seu dom se transpõe da arquitetura para as artes plásticas, e ele se entrega a uma pesquisa de ação e experimentação sem fim dentro do universo da pintura”, esclarece.

A variação de cores também é uma constante. Na mostra, a paleta se modifica gradualmente, saindo do branco para o marrom, passando pelo preto e vermelho.

Com tamanho uso de possibilidades, a pintura apresentada pelo artista plástico alcança uma capacidade peculiar: a mobilidade. “A pintura de Velloso demonstrou que não se conformaria apenas com o ato de pintar. Suas tintas não se acomodariam simplesmente sobre as telas”, afirma Katia, que completa: “As superfícies que recebem a pintura tornam-se documentos, cartas de uma identidade, que transmuta com suavidade”.

FERNANDO MAGALHÃES VELLOSO
Exposição – o artista plástico mineiro apresenta 18 obras em pintura - esta inédita, chapas de alumínio, tinta automotiva e madeira.

Abertura: 5 de junho das 19h às 22h
Encerramento: 28 de junho de 2008.
Local: Noris – Espaço de Arte
Al. Princesa Isabel, 899 – Bigorrilho.
F. 3225 4963