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crítica: os gemeos - vertigem?

por Nicole Lima

Hoje, domingo, museu. Ainda não havia visto as novas exposições que abriram há poucos dias: No Tempo das Bienais - Yolanda Mohalyi, Katalogue XXL, e Nise Silveira: retratos de uma psiquiatria. Tinha ido pela última vez à abertura de vertigem - os gemeos dos irmãos Otávio e Gustavo Pandolfo, que, aliás, é a única das exposições a figurar entre as  “recomendações” da Revista BRAVO deste mês, uma pena… Não que os gemeos (assim, sem acento) não sejam sensacionais: “Recentemente, grafitaram a Tate Modern de Londres e o castelo Kelburn, na Escócia. Em dezembro, estarão. (Tcharam!! Rufem novamente os tambores, attention monsieurs e madames…) no Louvre“. Nem que a minha opinião valha mais que dois centavos nesse caso, mas a vertigem que me causaram não passou de um módico desconforto, tanto pelo amarelo excessivo quanto pelo barulho da maldita bateria.Antes que me atirem as pedras: ora, são divertidas as figuras, as lâmpadas coloridas, enfim, só não entendo que tantos furores causam esses dois rapazes que dividiram um útero e agora dividem pincéis. É só. Dei meia volta e fui me consolar com o Iberê , na sala ao lado. Este sim, vertiginoso, obrigada. Poderia passar horas ouvindo o silêncio dos quadros da última sala. Das novas, passarei mais tempo com Yolanda Mohalyi, excelente.

outros comentários:

Fernando Cesar, em 11/11/2008:

Hhahahah… Adorei a forma como tratou com o bom humor de sempre a “tao aguardada” exposiçao dos gemeos!!

Bjaum!

Fernando

Camilla Carpanezzi La Pastina, em 09/1/2008:

Tive exatamente a mesma sensação ao sair da exposição dos Gêmeos e entrar na do Iberê. Uma experiência fortíssima. Sensação física de ter levado um soco no estômago. Ô trabalho forte.

 

Até, Camilla.