
Mostra de arte brasileira não terá artistas nacionais por Fabio Cypriano, Folha de S. Paulo
Exposição será reservada a estrangeiros que dialoguem com a cultura do país: O 31º Panorama da Arte Brasileira, que acontece em outubro, no MAM-SP, terá ainda projeto de residências artísticas para estrangeiros.
Matéria de Fabio Cypriano originalmente publicada na sessão Ilustrada do jornal Folha de S. Paulo em 20 de março de 2009 e postada no Canal Contemporãneo no dia 23 de março de 2009
Depois da polêmica Bienal do Vazio, no ano passado, que deixou um andar do pavilhão no Ibirapuera sem produções artísticas, a controvérsia do mundo das artes plásticas nacionais deste ano promete ser o 31º Panorama da Arte Brasileira do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), previsto para ser aberto no dia 10 de outubro.
Com curadoria de Adriano Pedrosa, 43, a mostra bienal não terá artistas brasileiros, ao contrário do que indica seu título, mas estrangeiros que estabeleçam algum diálogo com a cultura local ou estejam vinculados a um tipo de produção que ele considere brasileira.
“Minha primeira ideia foi organizar um panorama de arte latino-americana, que acabou amadurecendo nessa ideia de arte brasileira feita por estrangeiros. Esse projeto também reflete minha percepção de que a programação das instituições na cidade é majoritariamente com brasileiros”, disse Pedrosa à Folha, na sede do MAM.
Criado em 1969 e transformado em evento bienal em 1995, o Panorama visava até então apresentar uma leitura da produção brasileira contemporânea, tendo sido organizado por curadores como Ivo Mesquita, em 1995, ou o cubano Gerardo Mosquera, em 2003, que agregou três estrangeiros à mostra, entre 19 artistas.
A proposta de não incluir artistas brasileiros significaria que a produção nacional anda fraca? “Estou flexibilizando uma noção ossificada de “arte brasileira”, questionando-a. O “brasileiro” nesse contexto deixa de ser nacionalista. Parece-me pertinente, pois o Brasil e a arte brasileira sempre foram muito abertos”, diz Pedrosa.
Residências
Outra inovação será a realização de residências artísticas para estrangeiros, como ocorreu na 27ª Bienal de SP (2006), na qual Pedrosa foi cocurador.
Assim como daquela vez, a Faap irá acolher os artistas em um edifício na praça Patriarca. Esse tipo de procedimento, contudo, teve início antes na carreira do curador: “O projeto de residências é algo que primeiro desenvolvi com a Luisa Lambri, uma italiana que fez fotografias de arquitetura brasileira, em 2003. É um bom exemplo de “arte brasileira”, nesse sentido ampliado”.
Pedrosa pretende selecionar cerca de 30 nomes para a mostra: “Meu objetivo é buscar artistas que estabeleçam uma relação mais profunda com a cultura brasileira, como o Superflex [da Dinamarca], que trabalhou com o guaraná Power, ou a [francesa] Dominique Gonzalez-Foerster, que já trabalhou com muitas referências nossas e vive no Rio”.
Cerca de metade da seleção, ainda segundo Pedrosa, deve participar do programa com a Faap: “Nas residências, vamos convidar de dez a 15 artistas que potencialmente possam desenvolver uma relação com o país, não apenas para realizar uma obra para o Panorama mas para algo muito além disso. Trata-se assim de reunir artistas estrangeiros que já produzam “arte brasileira” e oferecer possibilidades para que outros também o façam”.
Mais que polêmica, a proposta de Pedrosa é ambiciosa: é possível definir como brasileiro um trabalho de arte contemporânea, independentemente de quem o realize? Essa foi, afinal, uma das questões fundamentais dos modernistas brasileiros, que nunca conseguiram chegar a uma conclusão.
Comentários:
Isso é triste. A proposta esta na cola de modinhas de curadorias que vem de fora. Outra proposta que convem ter o angulo trans-nacional e a escolha de Liam Gillick (Ingles) para representar a Alemanha em Veneza. Sendo que nesse caso, existe um paralelo enorme entre a carreira do artista (Gillick) e a do curador (Schaufhausen).
Um exemplo seria arte brasileira feitas por brasileiros radicados no exterior. No caso da proposta Pedrosa, os artistas acabam sendo do circuito Grand-Tour das mega bienais de sempre. Perai Gonzales-Foerster? Fala serio. Existe alguma exposicao post-Relational Aesthetics onde ela nao esteja presente?
Que tal Mario Garcia Torres?
E preciso que haja propostas serias que considerem realmente a questao da arte brasileira alem do territorio nacional, mas excluir Brasileiros a favor do modelo Jean de Lery, ja vai tarde. As primeiras imagens do Brasil foram geradas por fora afim de que os paises definissem os seus “outros”. E preciso que a questao da arte brasileira seja abordada sempre com visao critica em relacao a sua imagem original: o espelho do outro, a distancia. E preciso retomar os nossos espelhos e acreditar na nossa capacidade antropofagica e reflexiva.
Posted by: Manuela Leal at abril 1, 2009 4:19 PM
…..de Mal a Pior.
Que presunção, que vaidade, que ego-centrismo,
que exclusão, que ignorância, mais do que o Nada
da Bienal,…… o Ridículo.
Pedrosa seja mais artista e menos Nada.
Boa noite,
Artur Barrio
Posted by: Artur Barrio at abril 1, 2009 9:34 PM
Que chique!!!! `òòò merci ! artiste etranger qui aime les brésiliene (samba),(futebol),(caipirinha), je vous me présente aussi comme etrangère pour participe de cette promotion!
Monsieur Pedrosa, j’amerrai vous invite pour venir me visite en Suisse et connaître mon atelier à Genève et profite des belles paysage alpine et ce possible fait du Sky.
Je suis a votre disposition,
attentiosament
Mr. Soares
Posted by: Edgard Soares at abril 2, 2009 5:05 AM
Adriano está óbviamente interessado em ampliar suas conexões internacionais, e deixar o sertão patropi para trás. Me surpreende que o MAM e os patrocinadores do Panorama aceitem proposta com tamanho ranço de provincianismo. Parece que pararam ontem de roçar café. ./. Depois da Bienal do Vazio, teremos o Panorama sem brasileiros … Lindo! Quem sabe assim nós (artistas) reconheceremos de vez que somos a base (marxista) deste sistema de produção que é o mundo da arte, para apoiarmos atuações mais decentes dos curadores (auto-elevados a burguesia patronal).
Posted by: Alex Cabral at abril 2, 2009 10:38 AM
O que é arte brasileira?
O que é arte estrangeira?
Até quando ficarão rotulando algo irrotulável?
Pare com essas bandeiras que delimitam e limitam o pensamento, castram a criação e anulam qualquer possibilidade do ser.
O triste é saber que algo tão sério esta nas mãos de Hienas, prontas para devorar nossa carcaça, rapineiros caçadores de carniça, é isso que são.
Esta faltando arte na arte, esta faltando arte das entranhas, e esta virando um jogo lugubre em que arte e pensamento viraram alimento de vermes sangues sugas da criação…
é uma pena.
Sigo errando, sou um “Édipo”
vagando cego pelo deserto das desilusões,
pagando por não ter matado meu pai,
e por não ter transado com minha mãe.
Vago por este “Bosque das ilusões perdidas”,
em meio as “Flores do mal”, exalando meu odor tétrico
observo as Hienas, elas riem famintas do meu estado podrômico,
sou todo alimento, 63Kg. de carne impura
sendo devorada diariamente.
Sou um asilo de aflitos, vermes que se nutrem diariamente de minha sensibilidade,
sou o drama da matéria, “moesta et errabunda”.
Destinado a sentir a dor do outro, as dores do mundo,
as dores de uma ferida aberta pelo “ser” humano,
Que ensina a “não ser” humano.
Posso sentir seu gosto, posso sentir seu cheiro,
ainda assim, não me enclausuro em sua casca.
E não cicatrizo nunca.
Sou fratura exposta. Sangro a tua moral.
Estou em carne viva.
(andrérnica…)
http://www.flickr.com/photos/andrernica/
Posted by: andrérnica at abril 2, 2009 12:16 PM
Que absurdo!
Depois da Rosalind Krauss usar o termo “ampliado” para justificar uma nova leitura para escultura, agora parece obrigação para todo o universo a utilização do termo, justificando loucuras curatoriais! Inacreditável a irresponsabilidade e desprezo com que alguns de nossos curadores tratam nossos artistas. Onde vamos ver arte Brasileira? Na Espanha? França? EUA? Alemanha?
E como se classifica o artista de acordo com sua nacionalidade? Pq se o cara esta aqui a 20 anos realmente é arte brasileira, mas vamos parar de considerar arte brasileira a arte feita por artistas que nasceram aqui e vivem a mais de 20 anos fora do Brasil?
Clarissa Borges
Nascida em Tallahasse-EUA (1976)
Vive a 29 anos no Brasil
Nacionalidade Brasileira
Posted by: Clarissa Borges at abril 2, 2009 12:38 PM
Esses SONOLENTOS neo-intelectualoides idiotas com suas sonolentas polemicas… realmente a coisa esta cada vez mais estupida… a arte, o pensamento, a filosofia… tudo esvaziado por esses intelectualoides ocos… putrefactos… presos nas quetoes mais vazias e bobas que podemos imaginar… ainda falando de regionalismos, bla,bla,bla… e todo tipo de idiotices… Pedrosa…. hahahaha…
…criatura artificial!…
Posted by: LOBO at abril 2, 2009 2:18 PM
Os artistas brasileiros merecem! Quem está no poder é porque foi eleito de alguma forma. Quem tem poder, usa. Então, isso é bestial de banal. Att, Didonet Thomaz
Posted by: Didonet Thomaz at abril 2, 2009 7:36 PM
todos cresceriam muito, artistas, criticos, estudantes e locais. Abrir terreno significa se dispor a troca, aceitar o outro, compartilhar dados e experiências. ceder o “top” local.
Devemos receber a proposta, em seguida destruí-la.
Posted by: carl at abril 2, 2009 9:35 PM
Yes! nós temos bananas.
Posted by: anelise at abril 2, 2009 10:22 PM
O curador Adriano Pedrosa deve ter sua pesquisa e suas razões para organizar uma exposição nesses moldes, mas usando o raro certame e o título Panorama da Arte Brasileira?
É lamentável que isto esteja acontecendo justamente no momento em que a produção artística brasileira vive talvez sua maior expansão.
Uma exposição panorâmica como essa não pode ser usada como oportunidade propícia à adaptação de propostas particulares pelo simples fato de que seu assunto e propósito exige um pacto de responsabilidade com a produção atual. Não há argumentação que possa mudar o fato óbvio de que com esse tipo de atitude, nós, artistas brasileiros, estamos sendo violentamente desrespeitados.
Posted by: tony camargo at abril 2, 2009 10:42 PM
Arte brasileira é a arte feita por artistas brasileiros e não uma categoria artística.
A proposta do curador até pode ser algo interessante como uma proposta particular de exposição, mas não para um Panorama da Arte Brasileira, que justamente, deve ser um panorama da produção atual brasileira. Inventar em cima disto só prejudica a visibilidade dos artistas que estão produzindo seriamente e traz ao público mais uma exposição “temática” de apreciação direcionada, praticamente uma ilustração.
Posted by: Juliana Burigo at abril 3, 2009 2:05 AM
Hahahahahahahaha!!!! Que divertido ver um curador brasileiro usando de sofismas baratos para puxar o saco do mundo artístico internacional! São essas coisas que fazem a gente ter vergonha de trabalhar com crítica de arte.
Posted by: Fabricio Nunes at abril 3, 2009 3:03 AM
merda pra vc!
Posted by: andre at abril 3, 2009 10:17 AM
É só mudar o nome da mostra: Panorama da Arte Brasilianista. Só pra não incorrer em erro de Semântica.
Posted by: Lígia Borba at abril 3, 2009 10:59 AM
De cara arrisco as mesmas palavras de Cabral:” ele quer obviamente aparecer na esfera internacional” e sai com esse absurdo pseudo globalizado. O importante é os artistas ignorarem esses pretenciosos e atuais curadores (?)( esse não é único),que com a “baba” acadêmica se jactam de saberes nem sempre éticos. Seja mais artista, como disse Barrio. Dessa tbém gostei muito.
Sergio Moura
Posted by: Sergio Moura at abril 3, 2009 7:41 PM
mas o sr. pedrosa não sabe que essa característica
da arte(bem claro, dela ser brasileira) só advém do fato dela ser realmente produzida por um cidadão brasileiro, e que de restao ela é zilhões de outras coisas também?
Posted by: Cristina at abril 4, 2009 4:09 PM
“Trata-se assim de reunir artistas estrangeiros que já produzam ‘arte brasileira’ e oferecer possibilidades para que outros também o façam.” Gostaria que o curador explicasse melhor o que vem a ser essa tal de “arte brasileira” que artistas estrangeiros andam produzindo.
Por que deve ser algo bem legal, já que ele pretende oferecer “possibilidades para que outros também o façam”.
Quem sabe ele não abre uma escola de “arte brasileira” na Alemanha? Quem sabe a gente não consegue uma bolsa pra ir estudar lá e aprender como é que se faz esse troço?
Posted by: Gabriela at abril 6, 2009 12:59 PM
Cum lincençu meu $enhor,
Nois semu di Quatipuru,pur favô nus que saber quando abre o Panurama? É que nois queremuu cunhece a belezura da Arte Brasileira (aquela fita por cidadum brasileiruu (natu ou naturalizadu?), ou será residenti no Brasil? ou ainda brasileiro residente no insterior, ou no enterior? Vixii me acunfundi de tudaaaa (perdãozinho viu!)
Querimu sabe também quantu que custa issuuu?
Muitschu obrigada
Posted by: lucia gomes at abril 8, 2009 7:01 AM
Realmente, vivemos uma catástrofe. Primeiro o vazio banal e cheio de especulações.
Agora, NOVAMENTE vivemos este estado de ridicularização do vazio, mas não um vazio sem obras, um vazio sem artistas. o panorama da ARTE BRASILEIRA, sem arte BRASILEIRA. É TÃO banal e espetaculoso.
NÃO HÁ NADA DE OUSADIA SR. PEDROSA, NEM DE CRIATIVIDADE, HÁ SIM, A PARTIR DESTA SUA ATITUDE, PRESUNÇÃO e DECAPITAÇÃO DE NOSSO CRESCIMENTO.
O PANORAMA NÃO POSSUI UM PLANO DIRETOR OU ALGUM ESTATUTO QUE ASSEGURE OS PROPÓSITOS DA MOSTRA? OU VIROU CASA DA MÃE JOANA?
Até quando os artistas e o circuito vão aceitar estas propostas desrespeitosas. Espeo uma ação de boicote a esta exposição.
A arte brasileira cresce neste momento, vivemos um ponto muito revigorante, como A NOVA ARTE NOVA NO CCBB, O RUMOS NO ITAÚ. estas mostras sim serviram de exemplo de nossos avanços intelectuais.
UMA EXPOSIÇÃO COMO A NOVA ARTE NOVA não será esquecida tão breve, e não deve, ela deverá permanecer como exemplo. COMO O NOSSO PANORAMA.
OBRIGADO A PALO SÉRGIO E PAULO VENÂNCIO, por nos mostrarem a nível nacional dois grandes exemplos de comprometimento não só com os artistas nacionais, mas também para com a sociedade brasileiera.
Posted by: Adriano at abril 8, 2009 10:41 AM
Problemas e eventuais méritos do projeto curatorial à parte, faço coro a alguns posts, no sentido do maior problema a meu ver estar na insistência do Pedrosa [e talvez tb do Mam] em associar essa proposta curatorial ao tradicional “Panorama da Arte Brasileira”. Chamar de outra coisa e não por o “Panorama” no meio resolveria boa parte da polêmica – o que aliás já teve um precedente com o [não]Panorama do Mosquera, em 2003, embora em outra medida.
Claro que ainda assim, como curadoria, estaria passível de ressalvas e comentários a partir dessa “idéia de Brasil” construída de fora. Mas seria uma outra discussão, paralela, e a princípio com um instigante potencial de problematização – basta pensar ou lembrar de algumas curadorias do Alfons Hug, por exemplo, um [alemão] que parece gostar dessas leituras “Brazil for export”…
Posted by: Guy A. at abril 8, 2009 6:08 PM
PS: fiquei um tanto, digamos, confuso com a empolgação no post acima em torno da exposição “Nova Arte Nova”. Trechos como “mostras assim serviram de exemplo de nossos avanços intelectuais” [sic] me parecem absolutamente incompatíveis com as impressões que tive dessa mostra, sobretudo na montagem de São Paulo [onde o espaço do CCBB é de fato bem complicado]. Me pareceu um balaio de gatos – qualidade de trabalhos à parte -, agrupados menos por qualquer eventual “amarração intelectual” que para atender a uma demanda institucional da ordem da efeméride – as datas celebrativas do BB e do CCBB. Além da exaltação, sempre relativa, de certo corte do “novo” [sempre bom para o mercado] ou do “jovem”. E ponto. Mas isso seria assunto para um outro tópico, talvez…perdão pela digressão.
Posted by: Guy A. at abril 8, 2009 6:23 PM
eu tambem acho que brasileiro nao e somente quem nasce no brasil e tem carteirinha de identidade. o brasil nao precisa ter medo do risco.
Posted by: Sergio Verastegui at abril 8, 2009 8:02 PM
Cada vêz mais a Globalização Intansigente mostra sua distorcida face. O mundo inteiro já percebeu,que a melhor forma de estimular os caminhos verdadeiros,é olhando para dentro de si mesmo.O que ainda falta no Brasil,é exatamente isto,é o conhecimento,o reconhecimento,o estudo,a intitucionalização de sua própria história identitária.Alguns corredores privilegiados da Arte,da Cultura,e do próprio Mercado,no Brasil,é manipulado de forma grotesca,e assombradada por alguns octagenários equivocados tubarões.
Alguma hora,quero ainda crer que esta política de QI(Quem Indica,e pronto),deve ter fim.Ora pelos erros consecutivos,cometidos impunimente,ora pela maturidade e perceptividade da própria elite pensante brasileira,frente a estes abusos.
Posted by: Ricardo Barradas avaliadordearte at abril 8, 2009 9:56 PM
Quem sabe Pedrosa não quer reapresentar a Arte Relacional (Relational Aesthetics)que Nicolas Bourriaud tentou definir, só que agora, embrulhado em “papel tropical”. Não sei bem até que ponto é pertinente o papel do curador e a tal “fascinação estrangeira” pela estética da pobreza. Viva nossa antropofagia!
Quem sabe não chegou a hora de devolver os espelhos?
Me lembro bem do início de um texto de uma exposição coletiva que participei, escrito por uma artista (brasileira) que admiro muito: ” Ainda que desapareçam a crítica e os críticos a arte continua; ainda que desapareçam a escola e a academia, a arte continua; ainda que desapareçam os escritos e a teoria, a arte continua. Pode-se perder a qualidade e pode-se restringir drasticamente o campo do conhecimento, mas a arte continua.
Sou artista (brasileira) residente no exterior a mais de quatro anos, que para estar legal aqui transito com uma segunda nacionalidade européia possibilitando livre fronteira física, mas não cultural.
Nosso hibridismo é nato. Pois existe uma “apropriação comportamental” que é o estilo de ser e de viver brasileiro.
Se brasileiros não estão presentes na mostra, tudo bem, tudo bom, a arte continua.
Vá e assista, e se quiser devolva seu espelho.
Posted by: D.Marx at abril 9, 2009 7:20 AM
Depois da Bienal do Vazio e do Non-Brazilian Panorama, talvez o Sr. Pedrosa deva fazer a curadoria da Mostra do Invisível, em que a sua própria figura, de preferência, suma.
Posted by: Isabel Löfgren at abril 9, 2009 8:57 AM
É realmente triste ver a que ponto chega este jogo de nepotismo, amiguismo e interancionalização de nossos “curadores”. Como podemos deixar isto acontecer assim. Somos artistas, críticos ou qualquer outra categoria envolvida com arte neste PAÍS!!!!! País, que não fomenta a arte dele mesmo, que ainda nào democratizou “realmente “o seu circuito interno. O que me importa ver os conhecimentos internacionais do Sr. Adriano? Realmente é triste perder um espaço onde simplismente se Dignava a pensar um pouquinho… a arte do BRASIL para o BRASIL.
Para que mais uma exposiçãozinha de amigos estrangeiros, e que ainda vamos pagar a conta dele por aqui???? para eles tomarem sua caipirinha no restauranrte do MAM, ah ah ah a, que gostoso, que bossa, vivi a vida no Brasil. Todo extrnageiro sonha com isto.
E o pior é este sentimento de que não podemos mudar isto!!! Bom, assim , se nada fizermos , vai sempre ser assim…ao gosto do nosso fregues.
o Adriano nem vai ler estes bilhetes…esta lendo o NYtimes do loft de um de seus convidados…não consegue ler sobre estas pobreZas, pode arranhar o brilho!
SERÁ QUE TEMOS que ficar assistindo isto assim???NÃO TEMOS FROCÁ POLITICA…CADA A NOSSA VOZ, O NOSSO CORPO. pOR QUE TEMOS QUE FICAR EM CASA LENDO AS NOTICIAS?
Posted by: Marco Paulo Rolla at abril 9, 2009 9:12 AM
Tive outros pensamentos…realmente este fato me deixou atordoado nesta manhà comum de feriado NACIONAL.
QUANDO FOI QUE O MAM PAGOU, a artistas brasileiros, SUA PARTICIPAÇÃO NESTA EXPOSIÇÃO?
Por que o PANORAMA DE ARTE BRASILEIRA não comiciona trabalhos a brasileiros. Esta política nunca exixtiu!!! Deveria ser emplantada, residencias para fomentar trabalhos de brasileiros que não sejam MADE IN CHINA?
Para quem não sabe…todo museu no exterior tem uma política de comissionar trabalhos a artistas…fomentar.
Quando é que esta proposta exixtiu para os artsitas brasileiros.
Agora, só por que esta exposição só terá artistas de fora, temos que fazer bonito, que gastar todo o recurso do nosso “pobre” museu? Estranho ou um certo complexo de….
Posted by: Marco Paulo Rolla at abril 9, 2009 10:08 AM
Pois é. Quando o ego é maior que a inteligência acontece estas coisas. Transforma o que seria uma curadoria numa idéia individualíssima do que seria arte brasileira. E o que é pior, esta ideia nem sequer chega a ser abrangente, nem sequer aumenta os limites do “Brasil”, simplesmente elimina parte deste Brasil, do Brasil produzido no Brasil. Burro, egocêntrico e limitado.
Posted by: Lúcio de Miranda at abril 9, 2009 11:59 AM
O CURADOR É UMA NECESSIDADE DESNECESSÁRIA.
Posted by: Artur Barrio at abril 9, 2009 12:51 PM
Concordo com Pedrosa!
Acho a proposta muito interessante, inteligente, e bem vinda. Assim como a Nova Arte Nova pretende atender ao mercadão de arte, e nem sei se consegue, o panorama pode funcionar como um espelho perverso. Tudo funciona assim, então que venham, venham, as propostas, venham as idéias e os movimentos. Que venha a critica bem paga e mal paga da imprensa brasileira que transformar tudo em novela.
Posted by: Mirabuenocalois at abril 9, 2009 1:23 PM
Boa Tarde a todos.
Olha só, ja somamos 31 posts até agora nesta discução, e a opnião de todos converge na negação destes atos CÚratoriai$. Concordo com o Marco Paulo Rolla, “pOR QUE TEMOS QUE FICAR EM CASA LENDO AS NOTICIAS?”.
Proponho aqui que façamos algo, antes do evento ou no dia de sua abertura.
Podemos utilizar este espaço (web) para nos organizar e para todos proporem idéias de como agir, somos artistas, criticos, pensadores… enfin, ainda temos a capacidade de nos indignar com as coisas. O que acham???
Talves uma grande intervenção coletiva no lado de “fóra” MAM, só lembrando, ja somos 31 indignados, com pensamentos e formas de agir diferentes, mas com um sentimento em comun.
A ARTE…
Mandem idéias, criticas… mas proponho que não deixemos isso acabar politicamente, que sabemos que a pior forma.
Só parafraseando o Drumond.
“…LUTAR COM PALAVRAS É A LUTA MAIS VÃ,
NO ENTANTO LUTAMOS, MAL ROMPE A MANHÃ…”
Agradeço a atenção e aguardo novos posts.
andrérnica…
andread00@yahoo.com.br
http://www.flickr.com/photos/andrernica/
Posted by: André Érnica at abril 9, 2009 1:36 PM



Você está lendo “Mostra de arte brasileira não terá artistas nacionais por Fabio Cypriano, Folha de S. Paulo”
- Publicado em:
- 09.04.09 / 4pm
- Categoria:
- crítica, enquete, eventos, palestras e debates

















Nenhum comentário
Quero comentar! | rss [?] |