ma-ra-vi-lha: Literatura e Jornalismo na programaçao da 28ª Feira de Livros de 6 a 11 de outubro no Sesc da Esquina

Em 2009, o Sesc PR realizará a 28ª edição da Feira de Livros. O evento, que visa ampliar o acesso da população à leitura e à literatura, é uma das ações culturais de maior tradição na instituição. A cada edição, um tema diferente. Nesta, que acontece de 6 a 11 de outubro no Sesc da Esquina, o tema será Literatura e Jornalismo e faz homenagem ao escritor Euclides da Cunha.
Qual é o espaço da literatura na imprensa atual? Como o jornalismo dialoga com a literatura? Que características são mais marcantes no jornalismo literário brasileiro? Por que a crônica conserva sua vitalidade? Como se constrói uma biografia? Qual é a força da internet na relação entre jornalismo e literatura?
Essas e outras importantes questões serão discutidas em mesas-redondas, palestras e oficinas entre os dias 6 e 12 de outubro.

PROGRAMAÇAO:

Mesas-redondas & palestras
Dia 06 (terça-feira) – 19h30
Palestra – Literatura e Jornalismo – Moacyr Scliar

Moacir Scliar é autor de cerca de oitenta livros em vários gêneros: romance, conto, ensaio, crônica, ficção infanto-juvenil. Suas obras foram publicadas em mais de vinte países, com grande repercussão crítica. Recebeu numerosos prêmios, como o Jabuti (1988, 1993 e 2000), o APCA (1989) e o Casa de las Americas (1989). É médico e membro da Academia Brasileira de Letras.

Local: Teatro do Sesc

Dia 07 (quarta-feira)
9h30
Mesa-redonda – Jornalismo cultural atual e seu futuro
João Gabriel de Lima e Daniel Piza

Dois grandes nomes do jornalismo cultural brasileiro discutirão as principais características que norteiam os veículos culturais, as estratégias adotadas, o público a ser alcançado, a linha editorial, etc. Qual é a influência do mercado/indústria sobre os veículos culturais?

João Gabriel de Lima é autor de O Burlador de Sevilha, finalista do prêmio José Saramago em 2002, e Carnaval. Formado em música e jornalismo, trabalhou como repórter das revistas Veja e Época. Atualmente, exerce a função de diretor de redação da revista Bravo!

Daniel Piza é editor-executivo de O Estado de São Paulo. Traduziu oito livros de autores como Herman Melville e Henry James e organizou seis outros, nas áreas de jornalismo cultural e literatura brasileira. Publicou quatorze livros – quatro ensaios, um volume de aforismos, quatro coletâneas, um romance juvenil, um infantil, dois perfis e a biografia de Machado de Assis.

Mediador – Paulo Camargo (Editor Caderno G – Gazeta do Povo)

Local: Teatro do Sesc

19h30
Palestra

– Euclides da Cunha e as bases de um épico nacional – Alexei Bueno Alexei Bueno é poeta, ensaísta doutor em Ciência da Literatura pela UFRJ e pós-doutor em Filosofia da Renascença pela Universidade de Colônia (Alemanha). É autor, entre outros, de A Memória de Ulisses, Sphera, Os Olhos do Deserto e Bizâncio, Meridiano Celeste & Bestiário.

Local: Teatro do Sesc

19h30
Palestra – Dinamização de espaços de leitura – Marina Colasanti
Marina Colasanti é escritora, jornalista e pintora. É autora de cerca de 40 livros, entre contos, crônicas, poesia, ensaios e literatura infanto-juvenil. Recebeu o Prêmio Jabuti com Eu Sei Mas Não Devia e também por Rota de Colisão.

Local: Auditório do Sesc

Dia 08 (quinta-feira)
9h30
Mesa-redonda – Literatura e jornalismo on-line
Fabrício Carpinejar e Sérgio Rodrigues

O mercado editorial e os novos suportes para leitura. Que tipo de aliada é a Internet na divulgação da literatura, tanto da produção quanto da crítica literária? Os novos suportes vão relegar o livro a um papel de coadjuvante na literatura? Que tipo de literatura nasce da Internet?

Fabrício Carpinejar é autor, entre outros, de As Solas do Sol, Um Terno de Pássaros ao Sul, Terceira Sede, Biografia de Uma Árvore, Caixa de Sapatos, Cinco Marias, Meu Filho, Minha Filha e Canalha! Mantém diversos blogs sobre os mais diversos assuntos.

Sérgio Rodrigues mantém um dos principais blogs literários do Brasil: www.todoprosa.com.br. É autor de Elza, a Garota, O Homem que Matou o Escritor e As Sementes de Flowerville, entre outros livros. Jornalista, trabalhou como repórter, colunista e editor nas principais empresas de comunicação do país.
Mediadora – Mariana Sanchez (programa Orelha do Livro – Lúmen FM)

Local: Auditório do Sesc

19h30
Mesa-redonda – Jornalismo Literário/Grandes reportagens
Eliane Brum e Matinas Suzuki Jr.

Dois renomados jornalistas/escritores irão discutir os limites da literatura no jornalismo, como se chegar a um equilíbrio entre literatura e jornalismo, como construir um texto saboroso, sem as amarras do lead, sem perder em conteúdo informativo, aproximando-se da literatura, mas sem se afastar do núcleo central da informação.

Eliane Brum ganhou mais de 30 prêmios de jornalismo no Brasil e no exterior. Trabalhou 11 anos no jornal Zero Hora, de Porto Alegre e, desde 2000, é repórter especial da revista Época em São Paulo. Em 1994, publicou o livro de não-ficção Coluna Prestes – O Avesso da Lenda, pelo qual recebeu o Açorianos de Literatura
como autora revelação. É autora também dos livros A Vida que Ninguém Vê (Prêmio Jabuti) e O Olho da Rua.

Matinas Suzuki Jr. trabalhou no jornal Folha de São Paulo, onde chegou a ser diretor de redação. Também foi apresentador do programa Roda Viva, da TV Cultura. Atualmente, é jornalista responsável pela revista Serrote, editada pelo Instituto Moreira Sales.

Mediador – Christian Schwartz (tradutor e professor do Unicenp)

Local: Auditório do Sesc

Dia 09 (sexta-feira)
9h30
Mesa-redonda – Crônica – Um Gênero Brasileiro

Ignácio de Loyola Brandão e Afonso Romano de Sant’Anna

Nesta mesa, dois cronistas vão discutir um dos gêneros literários/jornalísticos mais praticados no Brasil desde o surgimento da imprensa. As principais características da crônica atual; o espaço da crônica na mídia impressa e de que maneira o Brasil é retratado pelos atuais cronistas.

Ignácio de Loyola Brandão é autor de livros nos mais diversos gêneros: romances, contos, novelas, reportagens, crônicas. Em sua obra, destacam-se os romances Zero, O Ganhador e Não Verás País Nenhum. É ganhador de prêmios como APCA e Jabuti. Atualmente, é cronista do jornal O Estado de São Paulo.

Afonso Romano de Sant’Anna possui uma produção diversificada e consistente e se destaca como teórico, poeta, cronista, administrador cultural, jornalista e professor de diversas universidades brasileiras. No exterior, lecionou nas universidades da Califórnia (UCLA), Koln (Alemanha), Aix-en-Provence (França). É autor de Canto e Palavra, A Catedral de Colônia e Outros Poemas, Que País é Este?, Textamentos, A Cegueira e o Saber, entre outros.

Mediador – Luís Henrique Pellanda (colunista do Rascunho)
Local: Teatro do Sesc

19h30
Mesa-redonda – Biografia – limites do jornalismo e da literatura
Humberto Werneck e Ruy Castro

Quais os limites do jornalismo e da literatura na construção de uma boa biografia? Como jornalismo e literatura se fundem no texto quando o autor mergulha na vida do biografado. Há espaço para ficção em uma biografia? Quais os caminhos para se construir um biografia de qualidade? Discutir a pertinência da “Lei das Biografias”, que está em discussão na Câmara dos Deputados.

Humberto Werneck começou a trabalhar como jornalista no Suplemento Literário de Minas Gerais e, entre outras publicações, passou pelo Jornal da Tarde, Jornal da República, revistas Veja, Isto É e Playboy e pelo Jornal do Brasil. É autor de O Desatino da Rapaziada: Jornalistas e Escritores em Minas Gerais e Chico Buarque: Letra e música. É autor da biografia O Santo Sujo – A vida de Jayme Ovalle.

Ruy Castro começou como repórter em 1967, no Correio da Manhã, do Rio, e passou por todos os grandes veículos da imprensa carioca e paulistana. Publicou, entre muitos outros, as biografias de Carmem Miranda, Garrincha e Nelson Rodrigues, e obras de reconstituição histórica, sobre a Bossa Nova, Ipanema e o Flamengo.

Mediador – Paulo Krauss (jornalista, autor do perfil biográfico sobre Fedato)
Local: Teatro do Sesc

Inscrições gratuitas nas Unidades do Sesc.

Vagas limitadas


Os participantes que tiverem 80% de presença nas mesas e palestras receberão certifi-
cados de extensão universitária emitidos pela UFPR.

Encontro de Autores
Em duas mesas, reuniremos escritores que consolidaram suas obras no Paraná. Serão dois autores de distintas gerações em cada mesa. O objetivo é discutir a produção literária de cada um, iniciadas em épocas diferentes. O começo do autor mais experiente em contraposição com o de um jovem escritor. As diferenças, dificuldades, facilidades, numa interessante troca de experiência.

Dia 07 (quarta-feira)
16h30
Assionara Souza & Wilson Bueno

Assionara Souza é mestre em literatura brasileira e autora do livro de contos Cecília Não é um Cachimbo.

Wilson Bueno é autor de Bolero’s Bar, Manual de Zoofilia, Mar Paraguayo, Meu Tio Roseno, a Cavalo, Amar-te a Ti Nem Sei Se Com Carícias e Cachorros do Céu. Durante oito anos, foi editor do jornal Nicolau.

Dia 09 (sexta-feira)
16h30

Carlos Machado & Roberto Gomes

Carlos Machado é escritor e professor de literatura. Autor de Balada de uma Retina Sul-americana, Nós da Província: Diálogo Com o Carbono, entre outros.

Roberto Gomes se licenciou em Filosofia pela PUC-PR. Foi professor universitário entre 1970 e 1998. Seu primeiro livro foi Crítica da Razão Tupiniquim (1977). Depois publicou, entre outros, Sabrina de Trotoar e de Tacape, Antes que o Teto Desabe, O Menino que Descobriu o Sol, Exercício de Solidão e Júlia.

Mediador – Luís Henrique Pellanda (colunista do Rascunho)
Local: Hall de entrada Sesc

Oficinas
De 7 a 9
19h às 21h30

Oficina de Crônica – José Carlos Fernandes
Graduado em Gravura, Jornalismo e Filosofia, mestre em Estudos Literários e doutorando também em Estudos Literários com pesquisa em jornalismo e leitura. É professor de curso universitário e de especialização. Também atua como repórter especial para a editoria de Cidade do jornal Gazeta do Povo.

Local: Sala 21

De 7 a 10
Oficina de Blog
9h30 às 11h30 – (público iniciante)

De 7 a 10
19h30 às 21h30 – (para jornalistas)
Obs: sábado das 13h30 às 15h30
Alessandro Martins

Editor de blogs, trabalha exclusivamente com esta ferramenta de publicação online. Formou-se em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela UFPR em 1998, mas trabalhou desde
1995 como repórter e editor do Jornal Indústria e Comércio em Curitiba. Em 1998, passou a trabalhar no Jornal do Estado, também em Curitiba. Ali ficou por 10 anos, exercendo as funções de repórter dos editoriais Geral e Cultural e, mais tarde, como editor do caderno de Cultura.

Dia 10 – (sábado)
14h às 16h
Oficina e bate-papo com os cartunistas Marco Jacobsen e Ademir Paixão

A oficina inclui a apresentação dos trabalhos dos dois chargistas e uma palestra sobre a charge no dia-a-dia e na história. Os alunos participam da produção de charges que serão publicadas nos jornais Folha de Londrina e Gazeta do Povo, discutindo temas políticos da atualidade, interpretando e usando a síntese para
avaliar os temas abordados. A proposta é também discutir a interpretação de texto e técnicas aplicadas para
ilustrações usadas em livros e publicações impressas.

Marco Jacobsen é cartunista e ilustrador e tem trabalhos publicados nos principais jornais do Estado: Nicolau, Correio de Notícias, Jornal do Estado, O Estado do Paraná, Folha de Londrina e jornal literário Rascunho. Em 2008 lançou o livro Confesso, uma coletânea de humor gráfico e cartoons. Em 2009 escreveu e ilustrou o livro “Lendas Brasileiras – Natureza Viva” pela editora Aymara. Em 2009 também ilustrou o livro A Viagem de Volta de J.A. Rezzardi. Desde 2004 publica diari amente suas charges e cartoons no jornal Folha de Londrina.

Ademir Vigilato Paixão é chargista e ilustrador e desde 1987 é o chargista oficial do jornal Gazeta do Povo.

Inscrições gratuitas nas Unidades do Sesc.
Vagas limitadas

Mostra Brasil – Cinema e Literatura
Dias 7, 9 e 10 – Sessão do meio-dia
Dia 7 – São Bernardo (dir.: Leon Hirszman, BRA, 1972, 110 min.)
Dia 8 – Lavoura Arcaica (dir.: Luiz Fernando Carvalho, BRA, 2001, 171 min.)
Dia 10 – O Engenho de Zé Lins (dir.: Vladimir Carvalho, BRA, 2006, 80 min.)
O cinema sempre se inspirou muito na literatura. Desde a constituição da narra tiva audiovisual, inspirada em processos literários, passando por características de linguagem, até as adaptações propriamente ditas. E é justo por esse caminho, o da adaptação literária, que os dois primeiros filmes desta mostra foram desenvolvidos.

São Bernardo já tornou-se um dos maiores clássicos da cinematografia brasileira. O rigor e a simplicidade com que Leon Hirszman adaptou a obra homônima de Gra ciliano Ramos possibilitou um resultado exemplar, considerado uma das melhores adaptações literárias do cinema nacional. O drama psicológico, com elementos
políticos, vivido pelo protagonista Paulo Honório (Othon Bastos) é uma das grandes narrativas sobre a formação e a deformação da personalidade de um homem. Tanto no livro, como no filme, essa narrativa é forte e contundente, mas, por suas características naturais, a obra cinematográfica permite um encontro único com o universo tenso concebido por Graciliano e adaptado por Leon Hirszman.

Cerca de três décadas depois de São Bernardo, outra adaptação literária para o cinema fez enorme sucesso de crítica. Lavoura Arcaica, filme de Luiz Fernando Carvalho, baseado no livro de mesmo nome, escrito por Raduan Nassar, recebeu mais de 25 prêmios no Brasil e no exterior. Adaptação extremamente forte, baseada em uma narrativa visual de muita competência e que possibilitou ao filme valores estéticos tão ou mais intensos que os encontrados na obra de Nassar.

Lavoura Arcaica acabou sendo um ponto de partida para outras adaptações literárias de grande impacto feitas por Luiz Fernando Carvalho, como A Pedra do Reino e Capitu, estas para a televisão.

Para fechar a mostra, teremos um filme dirigido por Vladimir Carvalho, um dos mais importantes documentaristas brasileiros, que depois de ter feito muitos documentários de temáticas sociais e políticas, prestou homenagem a um conterrâneo seu, o escritor José Lins do Rego. O filme recebeu importantes prêmios no Brasil, principalmente pela capacidade de tratar da vida de um escritor de grande destaque sem perder o poder de uma narrativa documental. Trata-se de um precioso levantamento histórico, com a utilização de material de arquivo e com a participação de familiares e amigos do escritor.

Ana Lesnovski e Eduardo Baggio
Local: Teatro do Sesc

De 6 a 11 – 8h30 às 20h
Vídeo-Leitura: Personagens Paranaenses

Uma experiência de leitura em forma de vídeo. Personagens da literatura paranaense povoam uma tela de vídeo. Em contato com textos, sons e imagens, os visitantes podem não apenas ler, mas entrar, literalmente, em suas histórias. A experiência do vídeo busca o caminho da leitura e da imaginação, criando um espaço em que personagens de diferentes narrativas entram em contato, convidando o espectador para uma história nova, que fala da literatura paranaense mas, acima de tudo, fala sobre o ato de ler.

Ana Lesnovski e Eduardo Baggio
Local: Hall de entrada Sesc

Intervenções literárias

Dia 06 -19h
Intervenção Urbana
Grupo Teatro de Ruído

De 7 a 9 – 12h e 18h

Performance Art – Correspondências de Euclides
Grupo Teatro de Ruído

Performance Art – O Datilógrafo
Fernando Ribeiro

Contação de histórias
Gigio Ventureli

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Realização:
Sesc Paraná

Sesc da Esquina
R. Visconde do Rio Branco, 969 – Fone: (41) 3304-2222