dia 17 = Abertura: Novas Exposições na Casa Andrade Muricy

Arte multifacetada na Casa Andrade Muricy

A Casa Andrade Muricy (Al. Dr. Muricy, 915) abre nesta quinta-feira, dia 17, às 18h30, três exposições individuais e uma coletiva com o objetivo de fomentar o melhor da produção contemporânea paranaense. Na ocasião serão expostos os trabalhos de André Rigatti, as instalações de Sérgio Monteiro de Almeida e a exposição Fios e Tramas do artista Valdir Francisco e a mostra coletiva Cartas com obras de Juliane Fuganti, Larissa Franco, Laura Miranda e Marcelo Conrado. As exposições, com entrada franca, permanecem até o dia 28 de fevereiro.

Em sua oitava exposição individual, André Rigatti ocupa 3 salas da Casa Andrade Muricy ,com mais de 20 trabalhos em serigrafia aplicada sobre suportes têxteis. Para o crítico de artes Artur Freitas “os trabalhos recentes de Rigatti parecem dispostos a reprogramar a percepção comum, povoando nossos olhos de formas quase-familiares” E completa: “serigrafadas diretamente sobre o tecido da tela, as marcas de Rigatti surgem nos quadros como grafites sobre muros: em posições aparentemente casuais, como se houvessem deslizado em relação às bordas da tela”.

Valdir Francisco, em Fios e Tramas, apresenta uma série de serigrafias e objetos construídos com fios e tecido de seda, casulo de bicho-da-seda, arame e papel, que são ao mesmo tempo, rudes e delicados. Para o professor e Crítico de Literatura, Benedito Costa Neto, “O fio da seda é um elemento duplo, digamos, em si mesmo. É maleável e resistente; vem das entranhas de um animal e cria um dos mais nobres tecidos, rude e precioso a um só tempo. O trabalho de Valdir Francisco segue este caminho, e assim é um pleonasmo não vicioso. Repete e retrata o caminho da seda, em objetos que são, eles próprios, rudes e delicados, belos e misteriosos”.

Sérgio Monteiro de Almeida, se apropria do espaço físico da CAM, apresentando instalações. Uma delas, Santos Contemporâneos – Projeto Degraus, é uma justaposição de imagens de épocas e de conceitos diferentes e cria através da colocação lado a lado de frases e logomarcas associada com a intervenção dos visitantes da exposição uma obra dinâmica. Esta intervenção é visualizada pelos transeuntes da Rua Dr. Muricy, sendo também uma intervenção no espaço urbano assim como a intervenção Preconceito. Sérgio é um artista conceitual e poeta visual intermídia. Sua arte situa-se no limite entre a arte visual e a poesia. É considerado um dos representantes principais da poesia visual contemporânea no Brasil.

A coletiva Carta apresenta cerâmicas de Juliane Fuganti, gravuras e desenhos de Larissa Franco, objetos de Laura Miranda e fotografias de Marcelo Conrado. A obra “Perto da Nascente” de Laura Miranda foi construída com tecido moldado sobre fragmentos de louça e as peças resultantes da moldagem são unidas e articuladas formando um único objeto. O título do trabalho refere-se ao fragmento mais antigo de tecido que se tem notícia, encontrado nas proximidades da nascente do rio Tigre. Um pedaço de linho branco de 9000 anos calcificado por uma ferramenta de osso. O objeto/manto suspenso ao final de uma sala escura recebe o espectador e é iluminado por ele com lanternas coloridas oferecidas na entrada da exposição.

Serviço:
Exposições individuais de André Rigatti, Sérgio Monteiro de Almeida e Fios e Tramas do artista Valdir Francisco.
Mostra coletiva Cartas com obras de Juliane Fuganti, Larissa Franco, Laura Miranda e Marcelo Conrado.
Abertura: dia 17 de dezembro, às 18h30, na Casa Andrade Muricy (Alameda Dr. Muricy, 915 – Centro Tel. 41 – 3321-4798 – www.cam.cultura.pr.gov.br).
Horário de visitação: De terça a sexta das 10 às 19h. Sábados e domingos das 10h às 16h.
Entrada gratuita. A mostra permanecerá aberta até 28 de fevereiro de 2010.
Agendamento para visitas orientadas.

Fonte: SEEC