4 Exposições simultâneas na Casa Andrade Muricy

No período de 11 de março a 18 de abril de 2010, a Casa Andrade Muricy estará apresentando 4 exposições simultâneas:

Arte e Colecionismo – Fotografia

De um Ponto ao Outro – DACH

Nem Tudo é Provisório – ELIANA BORGES E ROSEANE YAMPOLSCHI

FELIPE SCANDELARI


Serviço:
Abertura 11 de março de 2010 às 18h:30
A exposição permanecerá aberta até o dia 18 de abril de 2010

Horário de visitação:
Terça a Sexta-feira das 10 às 19h
Sábado e Domingo das 10 às 16h
Entrada gratuita

Saiba Mais:

Arte e Colecionismo – Fotografia.

Fotos e portfólios dos fotógrafos Ana Regina Nogueira, Bob Wolfenson, Cristiano Mascaro, Luciano Candisani e Orlando Azevedo.

11 de março a 18 de abril de 2010
Casa Andrade Muricy

A Schoeler Editions, especializada em edições limitada de portfólios, livros artesanais e prints fine art, apresenta nesta exposição na Casa Andrade Muricy, fotografias e portfólios de seu acervo; os trabalhos dos cinco artistas que integram o projeto – Ana Regina Nogueira, Bob Wolfenson, Cristiano Mascaro, Luciano Candisani e Orlando Azevedo.
A Schoeler Editions tem como missão abrir espaço para a fotografia autoral, divulgando, através de edições limitadas de portfólios e prints, trabalhos de grandes fotógrafos brasileiros e internacionais. O trabalho integrado da Schoeler Editions parte da seleção de fotógrafos de expressão internacional, e segue um caminho contínuo e exclusivo de valorização e divulgação da arte através da publicação e exposição das obras em prints de máxima qualidade, enfatizando a emoção e a poesia do artista como ponto de apoio principal de todo o projeto.
Os editores Christian Maldonado e Marcelo Greco iniciaram suas atividades convidando o diretor artístico Pierre Devin para criar e lançar no Brasil esta série de portfólios chamado Projet Croix du Sud.
www.schoelereditions.com


Ana Regina Nogueira
Sem título – Rio de Janeiro 1987 – Série Crianças

“Esta autobiografia fotográfica será o lugar de uma reconstrução pessoal após uma crise existencial, que chama de inferno. A Noite Escura da Alma revela este período de sofrimentos e de loucura. A escrita fotográfica é de uma grande força e emerge como um grito”.

“Ana Regina Nogueira é uma autora que sempre considerou a sua vida íntima como assunto de interesse fotográfico. Sob este ângulo, ela pertence à linhagem de Jacques Henri Lartigue, Robert Frank, Willy Ronis, Emile Zola e até mesmo Henri Cartier Bresson no seu período surrealista”.

Trechos do texto de Pierre Devin, Portfólio Ana Regina Nogueira


Bob Wolfenson
Shangai 2007

“Cinépolis começa como Alphaville de Godard e Mulholland Drive de Lynch: uma trama policial, uma investigação em uma cidade global, uma identidade a ser encontrada, um mundo de imagens… A aventura começa à noite, continua na cidade esquadrinhada pelos dispositivos de segurança e de vigilância,prossegue em uma bela fuga em direção à luz, ao mar, à infância. Alice nas Cidades, Paris-Texas nos vêm à mente”.

“Para Cinépolis, série inédita, o fotógrafo escolheu uma câmera digital de reportagem propícia à aventura. Ele buscava uma maleabilidade análoga à da Nikon com a qual descobriu, com emoção, o mundo e a fotografia na adolescência”.

Trecho do texto de Pierre Devin, Portfólio Cinépolis de Bob Wolfenson


Cristiano Mascaro
Ouro Preto 1991

“Cristiano Mascaro é um profundo humanista. Seu olhar é centrado sobre a vida, sobre a maneira pela qual os homens se apropriam e vivem do espaço. Os lugares de passagem, domésticos ou urbanos, o atraem. Para ele, um buquê de flores, uma gaiola de passarinho, uma cortina que ondula fazem parte do espírito do lugar, tanto quanto o valor do gesto arquitetural”.

“A luz está no centro das preocupações do autor. Diante dela, ele respeita todo um ritual de abordagem. Eu o sinto dionisíaco face a esta fonte de vida e de energia. Mais do que uma postura metafísica, é fiel à etimologia, ele efetivamente escreve com a luz”.

Trechos do texto de Pierre Devin, Portfólio Cristiano Mascaro


Luciano Candisani
Piraputangas – 2005

“A água é sempre o fio condutor. Fonte de vida, este elemento é fortemente maltratado. Sua abordagem do comportamento, a relação do animal em seu ambiente e sua degradação, interrogam com força o gênero humano. Somos passageiros da mesma arca. Trata-se do nosso futuro próximo. Não é mais um luxo apenas pretender acabar com a exploração selvagem do planeta”.

“A maioria dos fotógrafos autores participa na constituição de um bestiário fotográfico. A vaca publicada por Blanquart Evrard em 1853, a tartaruga de Josef Koudelka, a galinha de Edouard Boubat, a cadela de Richard Kalvar, o cachorro de Valparaiso de Sergio Larrain, as gaivotas de Bernard Plossu, o porco cego de Marc Trivier, a raposa congelada de Daniel Michiels e o dogue feroz de Ana Regina Nogueira, alimentam o nosso imaginário coletivo tornando-se ícones”.

Trecho do texto de Pierre Devin, Portfólio Histórias Naturais de Luciano Candisani


Orlando Azevedo

“O mais belo enquadramento de um fragmento do real é sempre, antes de tudo, o mais belo enquadramento, o ponto de vista que a história do artista lhe fornece.
E a fotografia, que é a arte de traduzir a espessura do real pela espessura do olhar cultural e biológico do fotógrafo, exige esse acumular de conhecimentos e de sensibilidades que procura apropriar-se do mistério de ser sem existir e estar, enquanto ausente”.

“É evidente que Orlando de Azevedo sabe do mundo e sabe da fotografia: sente a arte e a consciência da arte nesta era da mediação pela imagem, porque é mediador da escrita, da imagem e da acção. Devemos-lhe isso tudo quando olhamos as suas fotografias. Estas são imagens envolvidas de signos, no preto e branco agressivamente histórico que declara o seu, um universo paralelo, onde a paisagem não é a realidade mas um portal que a ela nos conduz”.

Trecho do texto de Maria do Carmo Serén, Portfólio Orlando Azevedo

De um Ponto ao Outro – DACH


“De 1,0 ponto ao outro”

Composta por videoinstalações e objetos, a exposição “ De 1,0 ponto ao outro”, do artista visual Dach, irá apresentar uma série de trabalhos realizados entre 2008 e 2010. O artista que trabalha com diferentes mídias, tem a manipulação tecnológica e o artesanal como elementos presentes em seus últimos trabalhos. Sua obra questiona a habitação dos corpos inseridos no mundo, a inversão do próprio lugar de existência corporal e a expansão do território em outro meio ou contexto. Neste caso, os equipamentos servem como mediadores para reordenar o lugar. Dach propõe uma exploração territorial procurando embates entre corpo e espaço.

DACH – Daniel Chaves possui pós graduação em História da Arte Contemporânea pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná / EMBAP (2007) e graduação em Artes Visuais pela Universidade Tuiuti do Paraná (2005). Participou da exposição coletiva “semi-novos” na Fundação Cultural de Curitiba, espaço Moinho Rebouças (2004); “núcleo de gravura” no Solar do Barão; exposição individual “auto-retrato” ,na Galeria Adalice Araújo ; Salão da Primavera, no Clube Concórdia (2006); Projeto “Cerco das artes”, nas ruas da Lapa; coletiva “Bicicleta Arte Mobilidade”, no Centro de Criatividade de Curitiba (2007); coletiva “Intervalos”, na Casa Andrade Muricy; Mostra Latino Americana de Filmes de Arte, no Paço das Artes , em Curitiba e SESC – Maringá; coletiva de vídeo “Projeto Mezanino”, no Centro de Criatividade de Curitiba (2008);individual “Projeto DEL.eite”, no Museu de Arte Contemporânea do Paraná e “Organismos” no SESC da esquina (2009), entre outras.

Nem Tudo é Provisório

(…) e note-se: estas instalações sonoras são uma compósita, uma arquitetura nascente e movente de sons e de barro em que nem tudo é margem e nem tudo é dobra, nem tudo é linha e nem tudo é canto. daí tudo pode vir como evocação e também como esquecimento no meio desta mistura de barro e som, como um desamparo. um apontamento de que toda memória é plena de esquecimento, de que todo esquecimento é pleno de quase nada, e de memória. repare que, atônitos e sem mapa, voltamos a ficar quietos e em silêncio diante de pequenos seres redondos quase jogados ao léu no meio desta sala, da sala ao lado e de mais uma terceira sala. é esta trinca de salas que refaz o jogo com o espaço descentrado. nelas, soltos e famintos, estes pequenos seres de cerâmica se abrem como se um casulo errado, como se mínimos instrumentos musicais de uma origem que lambe o primitivo do mundo e do homem: a cada um o seu gosto, a sua falta, algum desejo, algumas afecções e todas as imagens desordenadas de nossa ordem coletiva.

se totens ou cifras tanto faz. sagradas ou profanas, a quem cabe? profanar o improfanável vem como tarefa política e ética do risco afirmativo deste trabalho de eliana borges e roseane yampolschi: nem tudo é provisório. e por isso, diante deste trabalho, passamos a morar numa pulsão desmedida para recuperar alguma cena ancestral no meio destes pequenos seres desconjuntados de buraco e música: pegar e ouvir, tocar e remoer, entrar neles etc. participar deles com o nosso mais embaraçado desejo de retirar e restituir a cada um deles e a nós um uso comum, para gerar um princípio constitutivo de uma comunidade possível: desejar é a coisa mais simples e humana que há, o corpo dos desejos é uma imagem, o que é inconfessável no desejo é a imagem que dele fizemos, o desejo inconfessado somos nós mesmos etc, diz giorgio agamben. e o que e o quanto ainda se pode dizer quando e onde nem tudo é provisório?

manoel ricardo de lima
In: nem tudo é provisório, catálogo, 2010

Eliana Borges possui pós graduação em História da Arte pela Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP/SP (1988) graduada em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo – FEBASP (1986). Autora dos livros de fotografia Arteiros (Curitiba, FCC, 1998), Tortografia, em parceria com Ricardo Corona (1.ª edição: Curitiba, Editora Medusa e 2.ª edição: SP, Editora Iluminuras, 2003) e, A arte em seu estado – história da arte paranaense – vol. I e II, em parceria com Soleni T. B. Fressato, (1ª edição: Curitiba, PR Editora Medusa – 2008). Participou em outras publicações como ilustradora e coordenadora editorial e foi editora de arte da revista de poesia e arte Medusa (1998-2000) e da revista de poesia e arte Oroboro (2004-2006). Como artista plástica realizou várias exposições coletivas e individuais e como performer, sua mais recente participação foi em Nomos performances no espaço da Caixa Cultural de Curitiba, 2009.

Roseane Yampolschi é Doutora em Música (DMA), com ênfase nas áreas de composição (Major) e filosofia (Minor), pela University of Illinois at Champaign-Urbana (EUA, 1997), e Mestre em Artes (Composição), pela Eastern Illinois University (EUA, 1991). Recebeu prêmios no Brasil (Concurso da Bienal de Música Contemporânea) e distinções internacionais (ISCM, România, 1999; The University of Illinois Performing and Creative Fellowhip, University of Illinois, 1993). Apresentou obras em festivais e concertos no Brasil (Bienal de Música Contemporânea, RJ; Festival Música Nova, SP), México (Terra Mundi, Terra Brasilis: A vanguarda brasilena de finales del siglo XX, 2005), Estados Unidos (The Chamber Players of the League/ISCM, Nova York,1997; Chicago; Iowa City; Champaign-Urbana), Noruega (Festival World Music Days, Oslo, ISCM, 1990), Itália (Orchestra Abruzzese, Roma, Roseto, L’Aquila) e Espanha (Madrid).

FELIPE SCANDELARI

Nasceu em 04/09/1981, em Curitiba/PR, e em 2006 se formou Bacharel em Pintura, pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Expôs em diversos museus e galerias do país, dos quais se destacam: Paço das Artes, no Rio de Janeiro/RJ; Galeria de Artes Juvenal Antunes, em Rio Branco/AC; Instituto Itaú Cultural, São Paulo/SP; Museu Histórico do Estado do Pará, em Belém/PA; Museu de Arte Contemporânea da USP – Pavilhão da Bienal – São Paulo/SP; Pinacoteca Municipal Miguel Dutra, em Piracicaba/SP, entre outras exposições coletivas. Foi contemplado com a Bolsa Produção da Fundação Cultural de Curitiba/PR, em 2007. No mesmo ano recebeu o prêmio Graciosa Country Clube, em Curitiba/PR e em 2005 recebeu o prêmio Museu de Arte de Cascavel. Fez exposição Individual na Estação Arte de Ponta Grossa/PR e no Museu da Fotografia, Solar do Barão, Curitiba/PR. Possui obras em vários acervos, entre eles, Fundação Cultural de Curitiba/PR, Museu de Arte de Cascavel/PR, Prefeitura de Santo André/SP, Pinacoteca Municipal de Piracicaba/SP, Graça Landeira Belém/PA e Coleção Verhoeven Mônaco/França. Vive e trabalha em Curitiba/PR.

Agendamento para visitas monitoradas: (41) 3321-4816
Casa Andrade Muricy
Alameda Dr. Muricy, 915 – Centro
80020-040 Curitiba PR

fone (41) 3321-4798
www.cam.cultura.pr.gov.br
cmuricy@seec.pr.gov.br