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	<title> &#187; exposições &#8211; curitiba</title>
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		<title>Exposição Monstros de Curitiba &#8211; ACASA</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Jul 2010 13:10:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[exposições - curitiba]]></category>

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		<description><![CDATA[
Artistas convidados: Thiago Syen, Arvore, Deivid Heal, Silvio Rodolfo,
Jorge Torres Galvão, Valério Cicqueira, Paulo Auma, Porque,
Marciel Inssosso, Aus
Abertura: 04 Julho de 2010 as 16h
Visitação: 04 de Julho a 01 de agosto 2010 &#8211; com visitas agendadas.
Informações: 32032852 acasa.art@gmail.com
Local: ACASA
Des. Benvindo Valente, 312
São Francisco &#8211; Curitiba
www.acasagaleria.blogspot.com




]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span style="font-family: Arial; font-size: x-small;"><img src="https://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;ik=91eed96a62&amp;view=att&amp;th=12981c95ca2249cf&amp;attid=0.1.1&amp;disp=emb&amp;zw" border="0" alt="" hspace="0" align="baseline" /></span></div>
<div>Artistas convidados: Thiago Syen, Arvore, Deivid Heal, Silvio Rodolfo,<br />
Jorge Torres Galvão, Valério Cicqueira, Paulo Auma, Porque,<br />
Marciel Inssosso, Aus</p>
<p>Abertura: 04 Julho de 2010 as 16h<br />
Visitação: 04 de Julho a 01 de agosto 2010 &#8211; com visitas agendadas.<br />
Informações: 32032852 acasa.art@gmail.com</p>
<p>Local: ACASA<br />
Des. Benvindo Valente, 312<br />
São Francisco &#8211; Curitiba<br />
<a rel="nofollow" href="http://www.acasagaleria.blogspot.com/">www.acasagaleria.blogspot.com</a></div>
<div><img class="alignnone" src="http://farm2.static.flickr.com/1181/4730280791_132d34720d_b.jpg" alt="" width="560" height="407" /></div>
<div style="font-family: times new roman,new york,times,serif; font-size: 12pt;">
<div style="font-family: times new roman,new york,times,serif; font-size: 12pt;"></div>
</div>
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		<title>abertura: 3° Salão Nacional de Cerâmica de Curitiba na  Casa Andrade Muricy</title>
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		<comments>http://www.paralelocentro.com.br/2010/06/30/abertura-3%c2%b0-salao-nacional-de-ceramica-de-curitiba-na-casa-andrade-muricy/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 01 Jul 2010 01:12:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[exposições - curitiba]]></category>

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		<description><![CDATA[

Exposição   3º Salão Nacional de Cerâmica &#8211; 2010
Casa Andrade Muricy &#8211; CAM
30 de junho a 3 de outubro de  2010
Alameda Dr. Muricy, 915 &#8211; Centro &#8211; Curitiba PR Brasil
41 3321-4798 / 41 3321-4786


O Salão
Para a diretora do MAA, o Salão instiga a pesquisa e a  experimentação entre os ceramistas, e ainda, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://www.cam.cultura.pr.gov.br/arquivos/Image/convite_salao9(1).jpg" alt="" width="570" height="616" /></p>
<p><span style="font-family: Arial; font-size: x-small;"></p>
<div><strong><span style="font-size: small;">Exposição   3º Salão Nacional de Cerâmica &#8211; 2010<br />
Casa Andrade Muricy &#8211; CAM</span></strong></div>
<div><strong><span style="font-size: small;">30 de junho a 3 de outubro de  2010</span></strong></div>
<div>Alameda Dr. Muricy, 915 &#8211; Centro &#8211; Curitiba PR Brasil</div>
<div>41 3321-4798 / 41 3321-4786</div>
<div></div>
<div>
<div>O Salão</div>
<div>Para a diretora do MAA, o Salão instiga a pesquisa e a  experimentação entre os ceramistas, e ainda, a busca de novas propostas e  conhecimento de novas técnicas. Na última edição, em 2008, foram 450  artistas, artesãos e designers inscritos de todas as partes do Brasil e  do exterior, e 127 selecionadas para a exposição no Salão, totalizando  250 obras expostas, sendo 21 premiadas e 22 com menções honrosas.</div>
<div></div>
<div>O Salão de Cerâmica é realizado pelo Museu Alfredo Andersen desde  1980. Em 2006, alcançou abrangência nacional, a fim de aumentar o  objetivo de divulgar e documentar a arte cerâmica e o design de objetos  de argila como matéria-prima – este como forma de expressão funcional e  artística.</div>
</div>
<p></span></p>
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		<title>Cadernos de desenho + Palavras de corpo mole = exposição e oficina com Raquel Stolf</title>
		<link>http://www.paralelocentro.com.br/2010/06/30/cadernos-de-desenho-palavras-de-corpo-mole-exposicao-e-oficina-com-raquel-stolf/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Jun 2010 16:42:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[cursos e workshops]]></category>
		<category><![CDATA[exposições - curitiba]]></category>

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		<description><![CDATA[Raquel Stolf dará uma oficina no dia 1/07 no Museu de Arte da Universidade Federal do Paraná &#8211; MusA, mesmo dia e local em que abre a exposição &#8220;Cadernos de desenho&#8221; dia 1/07, às 16 horas, da qual também fazem parte Carlos Asp, Yiftah Peled, Fernando Lindote, José Antonio Lacerta e Júlia Amaral.

Palavras de corpo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Raquel Stolf dará uma oficina no dia 1/07 no Museu de Arte da Universidade Federal do Paraná &#8211; MusA, mesmo dia e local em que abre a <span style="color: #000000;"><strong>exposição &#8220;Cadernos de desenho&#8221;</strong></span> <span style="color: #ff0000;">dia 1/07, às 16 horas</span>, da qual também fazem parte Carlos Asp, Yiftah Peled, Fernando Lindote, José Antonio Lacerta e Júlia Amaral.<br />
<span style="color: #000000;"><strong><br />
Palavras de corpo mole . oficina teórica e prática com Raquel Stolf</strong></span><br />
<span style="color: #ff0000;">Dia 1/07, </span><span style="color: #ff0000;">das 14 às 18 horas</span></p>
<p>A oficina será teórica e prática, propondo-se agenciar uma reflexão sobre alguns dos usos da palavra em proposições artísticas contemporâneas, investigando-se a palavra como matéria, experiência e imagem. Nesse sentido, objetiva-se desenvolver a escrita experimental de textos que possam catalisar processos e proposições artísticas. Propõe-se pensar relações entre texto e desenho, a partir da intersecção entre exercícios de escrita e a elaboração de projetos desenhados/escritos.</p>
<p>Sobre:</p>
<p>Raquel Stolf é graduada em Licenciatura em Artes Plásticas (1994-1999) pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) onde é professora nos cursos de graduação em Artes Visuais, desde 2002. Mestre em Artes Visuais (2000-2002) pela UFRGS, em Porto Alegre, onde cursa Doutorado em Artes Visuais desde 2007. Realizou algumas exposições individuais, como &#8220;Barulho, ruído, rumor&#8221; (2009) e &#8220;Projeto secreto ] estadias instáveis&#8221; (2005) na Fundação Cultural de Criciúma, &#8220;FORA [DO AR]&#8221; (MASC, Florianópolis, 2004), &#8220;Espaços em branco&#8221; (Museu Victor Meirelles, Florianópolis, 2002) e &#8220;Ruídos do branco&#8221; (Torreão, Porto Alegre, 2002). Participa de exposições desde os anos 1990, entre elas: &#8220;In-Sonora &#8211; V Muestra de Arte Sonoro e Interactivo&#8221; (Studio Banana, Madri, 2009), &#8220;7a Bienal do MERCOSUL&#8221; (&#8221;Projeto Radiovisual&#8221;, Rádio FM Cultura, Porto Alegre, 2009), &#8220;Contin[g]ente&#8221; (Centro Cultural Arquipélago, Florianópolis, 2009), &#8220;estado-escuta \ estado cegueira&#8221; (Museu Casa das Onze Janelas, Belém, 2008). Coordenou e propôs a publicação &#8220;Sofá&#8221; e o Projeto &#8220;Membrana&#8221; na UDESC, entre 2002 e 2006. Publicou os CDs de áudio &#8220;FORA [DO AR]&#8221; (2004) e &#8220;Lista de coisas brancas – coisas que podem ser, que parecem ou que eram brancas&#8221; (2001).</p>
<p><img class="alignnone" src="http://farm5.static.flickr.com/4137/4749494562_f914e7a44a_o.jpg" alt="" width="580" height="4387" /></p>
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		<title>Fernando Burjato: Pinturas = 26/06, sábado, às 10h30 na Galeria Casa da Imagem</title>
		<link>http://www.paralelocentro.com.br/2010/06/24/fernando-burjato-pinturas-2606-sabado-as-10h30-na-galeria-casa-da-imagem/</link>
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		<pubDate>Thu, 24 Jun 2010 14:26:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[exposições - curitiba]]></category>

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		<description><![CDATA[
A Galeria Casa da Imagem convida a todos para a abertura da exposição Fernando Burjato Pinturas, no dia 26 de junho de 2010, às 10h30.
Fernando Burjato Pinturas
Abertura: 26/06/2010, sábado, às 10h30
Visitação: de 26/06 a 28/08/2010
Segunda a sexta, das 11 às 20h
Sábados, das 10h30 às 14h
Galeria Casa da Imagem
R. Dr. Faivre, 591
Curitiba
41. 33624455
www.casadaimagem.com.br
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://www.galeriavirgilio.com.br/artistas/fburjato/10.jpg" class="alignnone" width="400" height="317" /></p>
<p>A Galeria Casa da Imagem convida a todos para a abertura da exposição Fernando Burjato Pinturas, no dia 26 de junho de 2010, às 10h30.</p>
<p>Fernando Burjato Pinturas</p>
<p>Abertura: 26/06/2010, sábado, às 10h30</p>
<p>Visitação: de 26/06 a 28/08/2010</p>
<p>Segunda a sexta, das 11 às 20h</p>
<p>Sábados, das 10h30 às 14h</p>
<p>Galeria Casa da Imagem</p>
<p>R. Dr. Faivre, 591</p>
<p>Curitiba</p>
<p>41. 33624455</p>
<p><a href="http://www.casadaimagem.com.br">www.casadaimagem.com.br</a></p>
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		</item>
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		<title>3 novas exposições abrem nesta quinta no MAC-Pr</title>
		<link>http://www.paralelocentro.com.br/2010/06/21/3-novas-exposicoes-abrem-nesta-quinta-no-mac-pr/</link>
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		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 02:54:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[exposições - curitiba]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.paralelocentro.com.br/?p=6032</guid>
		<description><![CDATA[flávia duzzo &#8211; desenhos


Sustentabilidade e/ou transdisciplinaridade &#8211;  Geraldo Zamproni


O QUE PESA É O FUTURO &#8211; CARLOS ZILIO

Local: MAC/PR – Sala Theodoro De Bona, rua Emiliano  Perneta, 29
Abertura: 24/06/2010 às 18:30h
Encerramento: 12/09/2010
Horário de visitação: terça a sexta-feira das 10h às  19h &#8211; sábado, domingo e feriado das 10h às 16h
Palestra com Carlos Zilio
Data: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>flávia duzzo &#8211; desenhos</strong></p>
<p><strong><img class="alignnone" src="http://www.mac.pr.gov.br/modules/destaques/uploads/1277140099flaviaduzzo.jpg" alt="" width="436" height="285" /><br />
</strong></p>
<p><strong>Sustentabilidade e/ou transdisciplinaridade &#8211;  Geraldo Zamproni</strong></p>
<p><strong><img class="alignnone" src="http://www.mac.pr.gov.br/modules/destaques/uploads/1277139985AAAGZ.jpg" alt="" width="433" height="479" /><br />
</strong></p>
<p><strong>O QUE PESA É O FUTURO &#8211; CARLOS ZILIO</strong></p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.mac.pr.gov.br/arquivos/Image/convite_claudio(1).jpg" alt="" width="438" height="291" /></p>
<p><strong>Local: </strong>MAC/PR – Sala Theodoro De Bona, rua Emiliano  Perneta, 29<br />
<strong>Abertura: </strong>24/06/2010 às 18:30h<br />
<strong>Encerramento:</strong> 12/09/2010<br />
<strong>Horário de visitação:</strong> terça a sexta-feira das 10h às  19h &#8211; sábado, domingo e feriado das 10h às 16h</p>
<p>Palestra com Carlos Zilio<br />
Data: 25 de junho de 2010  às 18:30h<br />
Local: Auditório Brasílio Itiberê – rua Cruz Machado , Curitiba/PR</p>
<p><strong><br />
O que pesa é o futuro<br />
</strong>Glória Ferreira<strong></p>
<p></strong>Tamanduás deslizam ou, melhor, parecem despencar das  superfícies pictóricas. Desprendem-se de histórias antigas, familiares,  para alojar-se nos embates que vêm constituindo a própria história da  pintura de Carlos Zilio. Instaurando um novo momento ou, quiçá, apenas  um momento, essas pinturas, salvo o impulso gravitacional dos comedores  de formigas e cupins, não guardam outras marcas. É puro campo abstrato. A  reduzida paleta de três cores das últimas décadas permanece. O sépia,  contudo, tão presente e atuante no embate com a materialidade da  superfície pictórica − marca de sua pintura ainda recente e mais gestual  − dilui-se no branco e preto, anulando qualquer evocação de encarnação.  Contribui para enfatizar certa impessoalidade do esmalte sintético, o  que é acentuado pelas margens brancas. A escala cresce.</p>
<p>Ressoa, nessas pinturas, um certo ar de luto e, assim, de perda,  rememorização e ruminação, que a figura do tamanduá parece confirmar. O  trabalho do luto, para Freud,(1)  desenvolve-se pela prova que a  realidade nos apresenta como perda do objeto amado, exigindo isolar  qualquer libido dos laços que a retêm a esse objeto. A exigência de  retirar, subverter os investimentos vitais a partir de opções políticas e  estratégias artísticas permeia a conhecida trajetória de Zilio,  iniciada nos anos 60. Trabalho de luto (e luta), sem dúvida, como  permanente trânsito entre práxis e reflexão, entre os desafios do  próprio trabalho e a dimensão pública de sua ação no mundo, informada  sempre por uma visada cultural e histórica.</p>
<p>“Um problema do meu trabalho”, diz o artista, “é esse: estou sempre  rompendo comigo mesmo (&#8230;) Há uma dinâmica de questionamento interno em  meu trabalho que tem a ver um pouco com problemas que o próprio  trabalho vai me propondo”.(2)  Esse parece ser o processo de sua  produção que o recente texto de Paulo Venancio Filho retraça com  agudeza, em “Retrato do artista (antes e depois da pintura)”.  (3)</p>
<p>A opção de Zilio pela pintura, no final dos anos 70, parte de questões,  encontros e escolhas muito singulares, em momento particular de vida e  de circunstâncias políticas do país. Suas pinturas iniciais e o  declarado interesse por Cézanne, Jasper Johns e Barnett Newman, entre  outros artistas, se dão como remissão à própria pintura, sua história e  ancestralidade. Nada guarda do vocabulário plástico introduzido pelo  chamado retorno da pintura, que emerge nesse mesmo período. Compartilha,  contudo, nova possibilidade de compreensão do trabalho pictórico, o  qual levantara, então, as interdições que lhe foram impostas, bem como  os impasses enfrentados pela prática artística marcada pelo  conceitualismo. Em meio à irrealização de utopias sonhadas, a visada da  arte como definição da própria arte revelou-se solipsimo, marcando, no  entanto, de modo indelével todo o pensamento sobre a arte e suas  condições de aparição, bem como as interrogações sobre a função do  artista no mundo.</p>
<p>O contexto é de forte expansão do circuito e do mercado de arte  contemporânea, com profundas mudanças dos espaços expositivos.  Conjugam-se a criação de centros culturais pluridisciplinares em todo o  mundo, as ações artísticas em lugares externos ao meio de arte e o  surgimento de feiras internacionais de arte contemporânea, acarretando  crescente circulação internacional de obras e artistas. O lançamento dos  primeiros computadores pessoais acena com novos campos e possibilidades  para o fazer artístico. Em meio ao início da abertura política e de  movimentos populares contra a ditadura, é intenso no Brasil o debate  sobre política cultural e afirmação de um circuito para a arte  contemporânea em diversas capitais. Pese a catástrofe do incêndio do MAM  do Rio, a Escola de Artes Visuais do Parque Lage, criada em 1975,  começa a afirmar-se como novo espaço de formação de artistas e centro de  ebulição artística.</p>
<p>O retorno polêmico da pintura se dá, assim, com a reavaliação de  pintores, a revitalização dos procedimentos pictóricos e a inevitável  introjeção da perda de sua aura hierárquica, em meio a transformações do  campo da arte; retorno interligado a experiências com várias  linguagens, sem a qualificação anterior de categorias artísticas, não  restritas aos espaços convencionais da arte. Situação permissiva a  poéticas individuais, desafios e enfrentamentos que remetem à conhecida  afirmação de Harald Szeeman sobre a vigência de mitologias pessoais.</p>
<p>A adesão de Zilio à pintura, com opções e escolhas de ordem estritamente  individual em uma situação de diáspora, não descarta sua afirmação  anterior da necessária “intervenção crítica no circuito de arte”, em que  se conjugam estratégias de relação entre produção e circulação, em que  “uma atitude de ação substitui globalmente a de contemplação”.(4)  Mais  reflexiva, e não menos marcada por sua inquietação com relação à  história e, em particular, à história da arte, incorpora de maneira  crítica uma reavaliação do modernismo brasileiro.(5)  Reavaliação que,  fundada em seu compromisso com a cultura, lhe exige repensar a própria  maneira de conceber a história, a arte e sua situação de crise: “nasci,  como artista, na crise, a questão moderna já colocada como problema”.(6)</p>
<p>Entre a rememorização da tradição da pintura e a exigência de uma  pintura que tem de se refazer, no “parêntese entre o caos e o caos”,   (7) como define seu ateliê, e sua atuação eminentemente política como  professor e pensador atuante, sua obra associa questões inerentes a sua  poética e “problemas” informados por sua compreensão intelectual,  marcada sempre por viés conceitual, que, talvez, hoje se acentue. Wilson  Coutinho já assinalara, em 1985: “A obra de Zilio nasce de questões  complexas que a História da Arte avaliou. Daí que ela não deseja ser uma  amnésia de sua própria interrogação.(8) ”  Interrogação, marcadamente  ética, que hoje, quando Zilio se encontra em situação de exclusiva  dedicação a sua produção artística, remete a seu percurso e suas  passagens, como forma de problematizar a relação com o trabalho, com a  história, com o estar no mundo, “e, ao mesmo tempo, estar no  presente&#8230;”. (9)</p>
<p>1. Sigmund Freud. « Deuil et mélancolie » [1915]. In : tr. Fr.  Métapsychologie. Paris : Gallimard, 1968.<br />
2.« Que histoira é essa ?! ». Entrevista de Carlos Zilio. In  Arte&amp;Ensiaos. n. 13, 2006.<br />
3. Paulo Venancio Filho. “Retrato do artista (antes e depois da  pintura)”. In: Carlos Zilio. São Paulo: Cosacnaify, 2006.<br />
4.Carlos Zilio. “Sem título (texto &#8211; primeira individual)”. Revista  Malasartes, n.1, set./out./nov. 1975.<br />
5.Ver entre a produção teórica do artista, seu livro, derivado de sua  tese de doutorado: A querela do Brasil. Rio de Janeiro: Funarte, 1982.  Reed. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1997.<br />
6.Conversa com a autora.<br />
7.Marisa Flórido. Entrevista com Carlos Zilio In  “O ateliê do artista”.   Dissertação de Mestrado em História da Arte/História e Crítica da Arte  EBA/UFRJ, 2002.<br />
8. Wilson Coutinho. “Carlos Zilio”. In folder Carlos Zilio. Rio de  Janeiro: Galeria Paulo Klabin, 1985.<br />
9.« Que histoira é essa ?! ». Entrevista de Carlos Zilio. Op. Cit.</p>
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